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  • Foto do escritorPedro Sarmento

Vale a pena construir e reabilitar em madeira?

Atualizado: 29 de ago. de 2021

Achamos que sim! Mas claro, depende de muitos fatores...


Novo mezanino em edifício do séc. XIX reabilitado, Porto [Arqtº Luís Peixoto / FOCO-PS]

O custo e o tempo de construção são, em média, metade das alternativas tradicionais, graças à versatilidade e leveza de cada elemento construtivo. Para a mesma resistência, a madeira é 10 vezes mais leve do que o betão e 1,3 vezes mais leve do que o aço.


Se bem dimensionadas, as estruturas poderão durar mais tempo sem deformações ou fissuras e poderão ser mais resistentes ao fogo do que as alternativas tradicionais. Quando bem enquadradas do ponto de vista arquitetónico, poder-se-á obter desenhos únicos que tornam cada projeto inigualável.


Moradia unifamiliar em estrutura madeira, Maia [Nogueira Fernandes / FOCO-PS]

Sendo as madeiras certificadas e provenientes de extrações controladas por políticas de reflorestação (FSC) já, está-se a consumir um material renovável e cuja pegada ecológica de todo o processo de extração, modelação, aplicação e demolição pode vir a ser nula.


Do ponto de vista ambiental, atualmente o maior desafio ainda é o transporte, pois grande parte da madeira lamelada colada provém de países do Norte da Europa. No entanto, há empresas que se preparam para iniciar a produção nacional de madeira lamelada colada.


As principais vantagens deste tipo de construção são a rapidez, a estética, a economia (para edifícios até 3 pisos) e a ecologia, quando comparado com as soluções de construção mais correntes como o são o betão armado e as estruturas metálicas.


Reabilitação de edifício com estruturas de madeira, Porto [Arqtº Luís Peixoto / FOCO-PS]

Resumindo, pesando prós e contras, aconselha-se a utilização de estruturas de madeira face às alternativas tradicionais de betão e aço, nas seguintes situações:

  • Coberturas, visto que as sobrecargas não são muito relevantes e a madeira é o material mais resistente face ao seu peso;

  • Ampliações em edifícios antigos, visto que o peso próprio da madeira é reduzido e poderá evitar o reforço de fundações e pilares;

  • Construção de moradias, visto que a velocidade de execução e o conforto térmico são elevados e o custo é reduzido;

  • Construção e reabilitação com valor arquitetónico, visto que as estruturas de madeira poderão ser integradas na arquitetura do edifício, tornando-a absolutamente única;

  • Restauro de edifícios antigos que já apresentavam estruturas de madeira, visto que as cargas serão semelhantes e a resistência poderá ser incrementada graças ao recurso a madeiras lameladas;


Adega Casa da Torre [Arqtº Carlos Castanheira]

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